Por que a Aula Invertida e o Ensino Híbrido são tão importantes para o seu filho?

Na sociedade atual temos um grande desafio: fazer com que os jovens frequentem as salas de aula com um interesse grande pelo ensino da forma tradicional, pois nossa realidade vem se tornando cada vez mais mutável, transformadora e prática com a excelência da tecnologia.

Dessa forma, o modelo tradicional de ensino-aprendizagem começa a perder sua força, tornando-se ineficaz em diversos pontos.

Um deles é que o mundo digital já faz parte do contexto social e cultural, não somente de estudantes brasileiros, mas de todo o mundo. No Brasil, isso se intensifica a cada dia, ganhando espaço e tempo na vida dos nossos jovens.

Quando falamos em redes sociais, pesquisa Google, ou até outros canais que nos ajudam abertamente no dia-a-dia como Reclame Aqui ou Tripadvisor, pensamos logo no processo colaborativo que esse espaço digital gera em nossas vidas. Por isso, surgiu uma necessidade de adequar esse mundo on-line com o velho modo off-line, para que se busque uma maior interação, em processo colaborativo nas salas de aula também.

Daí, surge uma necessidade –urgente- de adequar esses “mundos” a fim de que se busque uma maior interação entre eles, no que tange ao processo colaborativo nas salas de aula. Não estamos falando de qualquer conteúdo, fala-se aqui de algo qualitativo e que faça sentido na vida acadêmica e social dos estudantes. Isto é, essa prática deve ser mediada por alguém responsável pelo processo. Uma das formas de conexão existente é a Aula Invertida.

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A Aula Invertida chegou para transformar o ensino-aprendizagem, e apesar de recente, já possui alguns anos de estudo. Ela só não é ainda muito divulgada, porém já mostrou seu poder, sendo um método comprovadamente mais eficiente para a adequação ao contexto atual.

E de onde ela vem?! Creio que estejam se perguntando…

Em síntese, os estudos sobre esse método começaram em 1991, por Eric Mazur, autor do livro Peer Interaction: A User’s Manual (Interação entre pares: Manual do usuário), que consiste em estudar previamente a matéria, instigar alunos a discutirem questões e a responderem testes conceituais em classe. Mas só se popularizou nos anos 2000, com o nome de Flipped Classroom (Ensino Invertido), apresentado por Baker, e foi realmente colocado em prática por Jonathan Bergamann e Aron Sams, dois professores de Química de uma escola em uma pequena cidade rural do Colorado, nos EUA, em 2007, por conta de alguns alunos que faltavam constantemente e acabavam por ficar atrasados em relação à turma. Sendo assim, decidiram gravar parte da aula expositiva na escola, para ajudar tanto àqueles que necessitavam de recuperação na matéria, quanto os professores, que não gastariam tempo de aula reexplicando o conteúdo dado, deixando de prejudicar os alunos não faltantes.

Fizeram isso com a ajuda de um instrumento muito valioso: o Power Point, em formato de vídeo, incluindo voz e anotações, para que se tornasse público em um site.

Esse material permitia que o conteúdo fosse assistido respeitando o tempo e habilidade de cada aluno: podiam pausar, assistir em partes, fazer anotações, voltar ao início etc.

Isso fez com que os professores percebessem que as dificuldades surgiam, em sua maioria, nas tarefas e atividades, e raramente nas suas aulas expositivas.

O aproveitamento nas aulas passou a se dar em uma escala muito maior, com o professor conseguindo ajudar e sanar as dúvidas mais facilmente, como se fosse uma espécie de tutor dos alunos, que interagiam e se mostravam mais motivados, inclusive.

E é isso que acontece em uma Aula Invertida!

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Mas, e esse tal de Ensino Híbrido?

A Aula Invertida tem suas raízes no Ensino Híbrido (Blended Learning). Este último, nada mais é do que um ensino combinado e mesclado, desenvolvido a partir de experiências e-learning, que abrange o aprendizado baseado em web, internet e computador. Ou seja, misturando o ensino que temos em livros com o modelo digital.

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Combinando os dois modelos (Aula Invertida e Ensino Híbrido), haverá uma preparação prévia para as atividades em aula (o que ajuda no desenvolvimento da comunicação e das habilidades individuais) e uma mescla de aprendizagem com conteúdo e produção (teorias, atividades, jogos) e o lado digital, mantendo e incentivando sempre a interação em grupo, o que ajuda o próximo de forma colaborativa e cria um maior entendimento do conteúdo estudado.

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Testada e aprovada por universidades nos EUA, como Duke, Stanford, Harvard e Massachutsetts Institute of Tecnology – MIT e no ensino K-12 americano, a sala de aula invertida vem se tornando uma tendência crescente em educação de vários países como Finlândia, Singapura, Holanda e Canadá (RAMAL, 2015).

E vem sendo tão evidenciada assim, pois ajuda, não só no aprendizado escolar, mas também no desenvolvimento para o mercado de trabalho e para a vida pessoal, lembrando que aprendemos em muitos momentos, não só no ambiente escolar. É possível ter aprendizagem em processos organizados e informais, sozinhos ou com tutores e desconhecidos; diariamente sem querer ou intencionalmente. São tantas as maneiras, que concluímos: não há uma única e correta maneira de aprendizagem, muito menos, de ensino.

Mas há formas de facilitar o ensino-aprendizagem, através do desenvolvimento das habilidades cognitivas e sócio emocionais do ser humano, como a prática da perseverança, autocontrole, autonomia, colaboração, comunicação, análise, criatividade, motivação, aplicabilidades, dentre muitas outras habilidades tão importantes para qualquer momento de nossas vidas!

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Fontes: Porvir.org, Direcional Escolas, Ebook Recurso Educacional UFSM, Pesquisa de Pós-graduação sobre Ensino Híbrido ECA-USP