Por que educação ambiental é importante?

Primeiramente, é necessário o entendimento sobre a população e sua transformação.

Hoje, 2017, temos uma população mundial de sete bilhões de pessoas. Estima-se que em 2050, a população possa chegar a 12 bilhões.

Há uma crescente transformação na humanidade, que inclui uma necessidade cada vez maior de utilização de recursos para que elas ocorram e atendam toda a sociedade. Em muitas partes do mundo, isso é chamado de evolução.

Porém, fica a questão, o que é exatamente evolução?

Há algum tempo estamos vivenciando um desiquilíbrio no crescimento de nossa população juntamente com essa evolução industrial, em contraponto com a intensidade de usabilidade dos recursos naturais e do tempo que esses levam para se recomporem naturalmente.

Com relação ao que nos afeta, temos não só acidentes, mas práticas normais de:

  • Recolhimento de nossas riquezas;
  • Despejo de substâncias químicas no mar ou em outras regiões com vida;
  • Utilização de outras substâncias químicas diretamente em alimentos que consumimos etc.

As consequências de irresponsabilidade ambiental se estendem para mais de quilômetros e afetam diversas regiões, ocasionando poluição do ar (problemas respiratórios e outras doenças mais sérias), da água (contaminação de alimentos, da própria água, que fica imprópria para banho etc), do solo (a principal contaminação é a dos alimentos). Muitas vezes, a contaminação ocorre por conta da própria ação para expulsão de pragas (de forma não natural) etc. O assunto é vasto, as alternativas (mais naturais) são muitas, mas a aplicação é irrisória.

Havia uma ideia errônea de que o Brasil era um país sortudo por suas riquezas naturais e, segundo essa premissa, elas seriam imensuráveis. A década de 90 começou com um país imerso na pobreza também por estas questões.

Segundo Tânia Munhoz, ex-presidente do IBAMA, o falso conceito de que nossas riquezas são incomensuráveis e infinitas, o desconhecimento (ou não consideração) do período de tempo que a natureza necessita para se recompor e a forma intensiva e sem controle com que a sociedade utiliza os recursos naturais podem explicar a crise ambiental em que vivemos atualmente.

Em termos de educação e prática ambiental, não existe limite cronológico, pois trata-se de um aprendizado constante e mutável; não existe ambiente de aprendizado correto, uma vez que é necessário que o mesmo se estenda para casa, escola e trabalho; não há regras, uma vez que é aplicado de acordo com a vida de cada ser humano, a fim de existir consciência como um todo, nas ações que permeiam sua vida.

Como já mencionado, com relação ao ambiente em que se aprende a criar essa consciência ambiental, é importante que não só a escola tome papel principal sobre isso, mas que seja uma aliada dos pais, construindo consciência de forma a sensibilizar os alunos a respeito dos problemas, ajudando-os a enxergar o mundo atual, e não a limitar a uma visão de mundo imaginário.

A educação nas escolas precisa sempre levar em consideração essas mudanças reais e aplicá-las em sala, de forma interdisciplinar, para que pareça palpável. O incentivo a trabalhos, eventos e atividades que aliem o cuidado com o meio ambiente (e o respeito ao ser humano) é assunto fundamental, recorrente do Colégio Beka, e que você pode conhecer melhor através do nosso Acontece BK e do Facebook.

Os jovens têm uma capacidade gigantesca de absorção de conteúdos, mas precisam ser guiados corretamente para que aprendam de uma maneira profunda e conexa ao seu universo. Estimulá-los a projetos que agucem sua capacidade de resolver problemas é um dos casos de sucesso de aprendizagem.

O meio ambiente precisa de resoluções.

É importante que os ambientes do aluno se conversem. De pouco vai adiantar se em casa os pais não acatarem ou estimularem as ações que o aluno aprende e deseja aplicar em sua vida, assim como na escola também, por exemplo.

Essa consciência e estímulo precisam ser observados com cuidado e aplicados às crianças desde muito cedo, porque é nessa fase que se constrói a ideia de mundo que ela leva durante toda a sua vida. As influências que ela sofre dentro e fora de casa vão moldar suas atitudes até um novo senso crítico começar a surgir nela, acompanhado de uma enorme carga de energia, que, se guiada da maneira correta, contribui para a criação de ideias e resoluções para problemas, além de um entendimento mais aprofundado do conhecimento que ela já obtivera. É algo que se torna natural. E o engajamento pode ser satisfatório para que daqui a alguns anos, o mundo possa ter seres humanos cada vez mais preocupados e alinhados ao meio ambiente, com ideias mais transformadoras, que poderemos chamar, talvez, de uma verdadeira evolução, alinhando natureza com transformação humana.

“Tem-se muitas dúvidas sobre os caminhos que nos levarão a uma sociedade mais justa e ecologicamente equilibrada, mas, obrigatoriamente, precisaremos percorrer um caminho comum: o da educação.” Tânia Munhoz.

 

Por: Giulia Beatrice

 

Fontes: EM Aberto | Cultura Ambiental nas Escolas | Brasil Escola | Greenpeace