fbpx

O Exame Nacional do Ensino Médio, popularmente conhecido como Enem, é considerado atualmente a maior avaliação educacional aplicada no país. Todo ano, milhares de estudantes se inscrevem para fazer a prova, com o objetivo de ingressar em um curso superior. Mas, a pergunta que não quer calar, você sabe realmente para que serve e como usar a nota do Enem? Se você tem interesse em entender melhor e quer saber como aproveitar a sua nota da melhor forma, acompanhe o texto a seguir.

  1. SISU

O Sistema de Seleção Unificada é uma forma de vestibular unificado aceito pela maioria das universidades federais do país. Trata-se de uma plataforma online, na qual os estudantes que fizeram a última edição do Enem podem verificar vagas e se candidatar para o curso que desejarem em qualquer instituição pública participante.

As inscrições para o Sisu abrem duas vezes ao ano. O aluno pode se inscrever gratuitamente desde que não tenha zerado a redação. As universidades abrem vagas para os diferentes cursos, a classificação de cada estudante é feita através da nota do Enem.

2. PROUNI

A nota do Enem não serve apenas para ingressar em universidades públicas, garantir uma boa nota no Exame pode te ajudar a ingressar em uma universidade particular.

O Programa Universidade para Todos (ProUni) é uma iniciativa do Governo Federal e oferece bolsas integrais e parciais para os estudantes de baixa renda de acordo com a pontuação obtida no Enem. As notas são utilizadas para definir a porcentagem de bolsa possível na instituição.

Da mesma forma que o Sisu, as inscrições para o ProUni podem ser feitas de forma gratuita no primeiro e segundo semestre. Mas, para se inscrever é preciso ter alguns requisitos, é necessário tirar pelo menos 450 pontos na prova, não pode ter zerado a redação e devem se enquadrar em uma das situações a seguir:

– ter cursado integralmente o ensino médio em escola pública

– ter cursado integralmente ou parcialmente o ensino médio em colégio particular com 100% de bolsa de estudos;

– ser uma pessoa com deficiência;

– possuir renda familiar de até um salário mínimo e meio para bolsas integrais e o três para parciais.

3. FIES

O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) também é um projeto do governo, que tem como objetivo ajudar os estudantes a ter acesso ao ensino superior. Então, se você não conseguiu uma vaga em universidade pública pelo Sisu, nem uma bolsa de estudos pelo ProUni, pode tentar ainda um financiamento estudantil. Com o FIES é possível financiar a faculdade a juros baixos e você só começa a pagar após concluir o curso.

A quantidade de vagas oferecidas pelo programa é limitado e os candidatos são selecionados através da nota que obtiveram no Enem, a parte boa é que são aceitas as notas de qualquer edição do Exame a partir de 2010.

O programa abre a as inscrições duas vezes ao ano e também é gratuito. Para poder se candidatar o estudante precisa:

– ter realizado uma prova do Enem, podendo ser qualquer edição a partir de 2010;

– ter alcançado ao menos 450 pontos e não ter zerado a redação na edição escolhida.

Além disso, o estudante precisa se enquadrar nos requisitos de renda. O programa oferece duas modalidades, a primeira para quem tem até 3 salários mínimos mensais por pessoa e a segunda para quem possui renda de 3 e até 5 salários mínimos por pessoa dentro de casa. Vale lembrar, também, que o programa financia o pagamento da mensalidade, compra de material didático e custeamento de possíveis taxas ao longo da graduação.

4. COMPLEMENTAR A NOTA DO VESTIBULAR

Em algumas universidades quem possuem o vestibular tradicional, é possível melhorar o desempenho da prova com a nota obtida no Enem. Para isso, é preciso se informar sobre as regras da universidade desejada, e ver como funciona essa junção de notas.

Os critérios variam de acordo com as universidades, mas a nota do Enem pode servir para compor a nota final em até 50%.

5. UNIVERSIDADES PORTUGUESAS

Para os estudantes que desejam estudar fora do Brasil, fazer o Enem pode ser muito útil. Isso porque o Inep tem acordo com diversas universidades de Coimbra e Algarve, em Portugal. Desde 2014 é possível utilizar a nota do Enem para substituir ou complementar a nota do vestibular tradicional.